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3 - Em verdade vos digo...
3 - Em verdade vos digo...

Incerteza, hesitação, indecisão, receio, ceticismo, desconfiança, incredulidade e até prudência excessiva... A dúvida, traduzida por tudo isto e ampliada pela inquietação, nervosismo e ansiedade, interage com a nossa fé, perturba o espírito humano e produz perdas e sofrimentos. Estes sentimentos permeiam a nossa mente e funcionam como uma fé ao contrário. Dúvida e fé coexistem, estão bem próximas, mas não podem interagir. Quando dúvida e fé se equivalem e interagem, ambas se anulam e não acontece nada. Já quando a dúvida é maior do que a fé, o resultado é justamente o oposto do que a pessoa espera. O homem mais veloz do mundo quebrou o próprio recorde, correndo 100 metros em 9 segundos e 74 centésimos. Porém, quando Asafa Powell ia disputar grandes provas, como as Olímpiadas ou campeonatos mundiais, sempre perdia para os outros corredores e até para ele mesmo. Não chegava a atingir a própria marca.

O fisiologista italiano Antonio Dal Monte explica: “A pressão psicológica cria uma resistência em seus músculos, que o impede de correr relaxado”. Ou seja: o receio de não conseguir, o nervosismo, a ansiedade, interagem nas suas ações físicas e refletem negativamente no seu desempenho. Então ele perde.  E assim é com todo mundo.

Muitas vezes você fica torcendo para que aconteça uma coisa boa, deseja aquilo com muita intensidade e ansiedade, mas no fundo do seu coração há um receio de que tudo dê errado. E o que acontece? Justamente o que você não queria. Jó percebeu isto e se perguntava: “Por que o que eu temia me veio, e o que receava me aconteceu?” (Jó 3.25).

A dúvida, materializada em receio, nos faz pensar que é mais fácil acontecer o mal do que o bem. E este receio gera a insegurança. A insegurança gera a dúvida de novo e, sem percebermos, entramos no Círculo Vicioso do Fracasso. Como o cérebro humano aprende tarefas e funciona automaticamente para um grande número de ações, fazemos disso o nosso modus vivendi, e repetimos este círculo vicioso sem perceber. Tornamo-nos pessoas cada vez mais fracas e pessimistas e predispostas ao fracasso.

Jesus sempre combateu estes sentimentos por serem antiprodutivos. Quando disseram a Jairo que era tarde demais – a sua filha já estava morta – Jesus poderia ter dito para Jairo: Crê somente; mas Ele advertiu: “Não temas, crê somente” (Marcos 5.36b). Jairo apenas creu – sem duvidar e temer – e Jesus ressuscitou a sua filha.

O que faz cada um de nós naufragar na fé é a dúvida apoiada no raciocínio lógico que insiste em acreditar apenas nas leis da natureza e duvidar de tudo aquilo que não pode ser compreendido. Jesus desafiou toda a lógica ao andar cerca de cinco quilômetros sobre as águas revoltadas do Mar da Galileia, como se fossem terra firme. Pedro também viveu esta experiência única. Mas, quando começou a afundar, Jesus, ao socorrê-lo, disse- lhe: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” (Mateus 14.31b). Pedro duvidou porque “sentindo o vento forte, teve medo” (Mateus 14.30). Naquele momento em que Pedro vivia o que nos parece impossível, seu cérebro, automática e rapidamente, analisou a situação à sua volta e concluiu que aquilo era totalmente ilógico e perigoso. Teve medo de afundar e, do jeito que sua fé negativa creu, assim aconteceu!

Podemos conduzir o nosso pensamento para a fé ou para a dúvida. Podemos interagir com a certeza ou com aquilo que tememos. Se temos receio do fracasso e nele pensamos, iremos, mesmo não querendo, realizar aquilo que pretendíamos evitar. É curioso: não foi a pequena fé de Pedro que o fez naufragar. Porque a sua pouca fé foi suficiente para interagir com Jesus e fazê-lo andar sobre as águas. O que o fez naufragar foi a dúvida repentinamente surgida e que, alimentada por circunstâncias externas desfavoráveis, se tornou maior que a pequena fé de Pedro.

Conclui-se, portanto, da observação de Jesus que, enquanto a fé pode até ser pequena, a dúvida nem sequer pode existir. E que posso conduzir meu pensamento para apenas ter fé, sem duvidar. A dúvida faz da sua vida um caos. É infortúnio em cima de infortúnio. Com ela, você nunca irá superar seus problemas. Este ensinamento de Jesus foi bem assimilado pelos seus primeiros seguidores que, igualmente, realizavam muitas maravilhas. E eles faziam questão de compartilhar o ensino com os novos seguidores. Tiago, por exemplo, escreveu: “Peça com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte. Não suponha que tal homem alcançará do Senhor alguma coisa” (Tiago 1:6-7).

Duvidar por observar as circunstâncias contrárias, ou se deixar abater por fatos ruins não esperados, será o caminho seguro para o naufrágio pessoal e de todos os projetos em que você estiver envolvido. A sua vida será jogada de uma para outra parte como se fosse uma caixinha de fósforo no oceano. Enquanto continuarmos prisioneiros de velhos hábitos, que nos fazem acreditar que é mais fácil ocorrer o pior do que o melhor, não poderemos desfrutar do poder ilimitado da fé que nos permite interagir com Deus para realizar todas as coisas boas que desejamos.

Diante de qualquer infortúnio ou desejo, raciocine sempre assim: “Posso conduzir o meu cérebro para ‘crer somente’ e Deus não liga que minha fé seja pequena. O que Ele não quer é que eu duvide. Mesmo pequena, a minha fé será pura, sem nenhuma dúvida. E é com ela que vou interagir com Deus para realizar o impossível na minha vida!”.

Que 2016 seja o ano do seu Triunfo! Creia com toda sua fé!

Juanribe Pagliarin