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11 - A morte do rico e do mendigo
11 - A morte do rico e do mendigo

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– Ora, LC havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo, e todos os dias se regalava esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele. E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico. E os próprios cães vinham lamber-lhe as úlceras. Veio a morrer o mendigo e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado.

No Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão e a Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e envia-me Lázaro, para que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.

Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que em tua vida recebeste os teus bens, e Lázaro, de igual modo, os males. Agora, porém, ele aqui é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem os de lá passar para nós.

Disse ele então: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai. Porque tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham eles também para este lugar de tormento.

Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os profetas. Ouçam-nos.

Respondeu ele: Não, pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender.

Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.

Notas do Autor: LC 16:19-31

HAVIA TAMBÉM UM CERTO MENDIGO, CHAMADO LÁZARO. Diante da zombaria dos gananciosos fariseus, Jesus contou o caso da morte do rico e do mendigo que, segundo diversos teólogos, não é uma parábola e, sim, a narração de um fato real. Argumentam, como prova disso, que em nenhuma de suas inúmeras parábolas, Jesus citou lugares específicos e personagens reais, com nomes definidos, como o fez aqui. Além disso, o objetivo de Jesus ao contar esta história é ensinar e mostrar que todos os seres humanos, ricos ou pobres, cultos ou ignorantes, sábios ou tolos, honrados ou desonrados, poderosos ou humildes, famosos ou anônimos, todos passarão pelo mesmo Vale da Sombra da Morte (Sl 23:4).

VEIO A MORRER O MENDIGO E FOI LEVADO PELOS ANJOS... MORREU TAMBÉM O RICO E FOI SEPULTADO.Quando uma pessoa morre, ou é levada ao Paraíso ou vai para o Hades. O Paraíso é um lugar de delícias e descanso, para onde vão os justificados, no mesmo dia em que morrem. Ao ladrão arrependido que morria ao seu lado, Jesus prometeu: “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23:43). Nenhuma alma fica perambulando aqui na Terra ou dormindo até o Juízo.

NO HADES, ERGUEU OS OLHOS, ESTANDO EM TORMENTOS. O Hades é o lugar de tormento para onde vão os ímpios e todos os que esquecem de Deus: “Os ímpios irão para o Seol, sim, todas as nações que se esquecem de Deus” (Sl 9:17). Seol é a palavra hebraica equivalente à grega Hades. Tanto o Paraíso como o Hades são lugares provisórios, onde as almas aguardam o Dia do Juízo Final, quando então os corpos dos falecidos, que jazem no pó na terra ou nas águas dos mares, ressuscitarão para se juntarem às suas almas vivas (Mt 10:28 e Ap 20:11-15) e receberão seus destinos definitivos: ou o lago de fogo e enxofre – “que é a segunda morte” (Ap 20:14) – ou a Vida Eterna, na presença de “Deus e do Cordeiro” (Ap 21 e 22). Jesus não disse que o rico foi para o Hades só porque era rico. Afinal, o pai Abraão foi um dos homens mais ricos da Terra e a sua alma está no Paraíso. Tampouco disse que o rico foi para o Hades porque era corrupto, ladrão ou pecador. Aquele rico foi para o Hades porque esqueceu que tinha recebido de Deus todos os bens e, como mordomo, deveria administrá-los com prudência e sagacidade. No entanto, egoística e injustamente, apoderou-se das riquezas alheias. Relembrando as Palavras de Jesus: “Se, pois, nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? E se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?” (Lc 16:11-12). E por que Lázaro foi para o Paraíso? Só por que era pobre? Ora, o Hades tem muito mais pobres do que ricos! Lázaro foi para o Paraíso porque, também era mordomo e administrava com fidelidade o pouco que tinha recebido. Como sabemos disso? Pelo detalhe dos cães que vinham lamber-lhe as chagas: nenhum cão de rua faria amizade com um mendigo se não recebesse amor e carinho. E Lázaro ainda dividia com cães famélicos as poucas migalhas que conseguia.

ALÉM DISSO, ESTÁ POSTO UM GRANDE ABISMO ENTRE NÓS E VÓS, DE SORTE QUE OS QUE QUISESSEM PASSAR DAQUI PARA VÓS NÃO PODERIAM, NEM OS DE LÁ PASSAR PARA NÓS. Os mortos não podem sair do Hades e passar para o Paraíso ainda que quisessem, por causa do Grande Abismo que separa os dois lugares. No ano de 1513, o Papa Leão X, precisando de recursos para reformar a Igreja de São Pedro, mandou preparar cofres com as seguintes inscrições: “Ao som de cada moeda que cair neste cofre, uma alma desprega do purgatório e voa para o Paraíso” (História da Literatura Inglesa e Documentário “O Estado do Vaticano”). Os coletores, transportando os cofres por toda a parte, apregoavam: “Quando a moeda cair no cofre tilintando, a alma do purgatório sairá voando”. Nesta mesma categoria estão as missas pagas em favor dos falecidos. Segundo o relato de Jesus, tudo isso é inútil. Nem os vivos podem ajudar os mortos nem os mortos podem ajudar os vivos.

ROGO-TE, POIS, Ó PAI, QUE O MANDES À CASA DE MEU PAI. Quando o rico se deu conta de que não poderia sair daquele lugar de tormentos, lembrou-se, com pesar, da casa de seu pai e dos cinco irmãos que ainda estavam na Terra. Então, rogou por eles a Abraão, para que fizesse Lázaro ressuscitar e os avisasse para mudarem de vida já que, se continuassem vivendo daquela maneira, iriam terminar no mesmo lugar de tormento.

PORQUE TENHO CINCO IRMÃOS. Os mortos continuam tendo memória e se lembram de todos os seus familiares e amigos aqui na Terra. Como se vê, orações e pedidos feitos pelos mortos, em benefício próprio ou em favor de parentes vivos, não são atendidos. Do mesmo modo, orar aqui na Terra para pedir ajuda às pessoas que já morreram, ainda que tenham sido tão exemplares e poderosas como Abraão, não produz nenhum resultado. Os mortos não podem ajudar a si mesmos, muito menos aos vivos. A Palavra diz: “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos se consultará os mortos?” (Is 8:19).

ELES TÊM MOISÉS E OS PROFETAS: OUÇAM-NOS. Conforme a resposta do pai Abraão, tudo o que os vivos podem receber como orientação e ajuda está na Palavra de Deus. Hoje, somos mais privilegiados porque temos o próprio Senhor Jesus para nos orientar. A Palavra de Deus declara: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu Herdeiro de todas as coisas, por quem fez também o mundo, sendo Ele o resplendor da Sua glória e a expressa Imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela Palavra do Seu Poder, havendo Ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas” (Hb 1:1-3).

AINDA QUE RESSUSCITE ALGUÉM DENTRE OS MORTOS. O rico queria que Lázaro ressuscitasse para alertar seus irmãos na Terra. Pensava ele que, diante da ressurreição de Lázaro, seus irmãos acreditariam. O pai Abraão disse que, se eles não acreditam na Palavra, também não acreditarão nem “que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lc 16:31b). Esta Palavra se confirma de maneira trágica nas últimas semanas de vida de Jesus, quando Ele ressuscita outro Lázaro, que estava morto havia quatro dias (Jo 12:9-10). Nem assim, eles se converterão. Aliás, não crerão nem mesmo depois da ressurreição do próprio Senhor Jesus (Jo 20:25-29). A escolha que os vivos fazem aqui e agora, e o modo como vivem, é que vai determinar em que lugar eles esperarão o Juízo. “No tempo aceitável te escutei e no dia da salvação te socorri. Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o Dia da Salvação” (II Co 6:2). Os descendentes de Abraão têm Moisés e os Profetas. Você tem tudo isto e ainda Jesus e o Evangelho: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais Vida em seu Nome” (Jo 20:31).

Por Juanribe Pagliarin