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13 - Livre-se da religiosidade!
13 - Livre-se da religiosidade!

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“O preconceito religioso é o pior de todos.
Porque é o único que compromete a alma”.

 

O Brasil ainda estava comemorando a Nova República. Era o fim de vinte anos de ditadura militar. O presidente civil Tancredo Neves estava se preparando para tomar posse quando veio o grande susto: o presidente tinha sido operado às pressas.

Cinco dias depois, Tancredo Neves sofria uma segunda cirurgia e, em função de uma hemorragia e septicemia, o paciente foi transferido do Hospital de Base de Brasília para o Instituto do Coração, em São Paulo.

Quando vi, pela televisão, a maca que saía do avião levando o presidente doente para o Instituto do Coração, veio-me a seguinte mensagem: “Ele será operado sete vezes, para que a oitava não se realize”. A gente sempre acha que essas coisas são fruto da imaginação. Ademais, eu era muito novinho e cru. Por isso, procurei não pensar mais no assunto. Estava até conseguindo, quando veio a notícia de que o presidente sofreria a terceira intervenção cirúrgica. Fiquei pasmo: será mesmo que “ele será operado sete vezes, para que a oitava não se realize?”.

Estranhamente, comecei a sentir uma cobrança para ir ao Instituto do Coração, orar pelo presidente. Mas eu dizia dentro de mim mesmo: “Não, eu não vou! Vão dizer que estou louco!”. Discutia comigo mesmo. Até que, vencido, fui ao meu quarto e orei: “Está bem, Senhor, ainda que pareça um absurdo, eu irei até lá”.

Quando cheguei ao Instituto do Coração, na Avenida Rebouças, era possível sentir a tensão no ar. O esquema de segurança era fortíssimo! A Polícia do Exército tinha tomado conta do Hospital. Jornais e revistas do país inteiro mantinham ali as suas equipes, bem como as emissoras de rádio e televisão, em um plantão ininterrupto. O povo se comprimia nos cordões de isolamento. “Meu Deus, como é que eu vou passar por aqui? Não tenho a mínima chance”. Pensei em desistir, mas senti que levaria um puxão de orelha. Teria de, pelo menos, tentar. Foi aí que me veio a ideia: “Aqui, ninguém conhece ninguém. Não está escrito na minha testa quem eu sou. Alguém pode até pensar que eu sou uma autoridade de Brasília. E por que não?”.

Levantei a cabeça e entrei pela área proibida. Passei pelos seguranças e pela recepção. Ninguém me parou ou fez alguma pergunta. Entrei no elevador e cheguei a um lugar que ninguém podia entrar: a UTI, onde estava o presidente doente. Era o fim da linha. Eu precisava falar com alguém. Mas com quem? E por onde começar? Eu teria muita sorte se não me colocassem numa camisa de força e me mandassem direto para o hospício. Comecei a conversar com um homem, que soube ser o chefe da segurança daquele andar. Ele me perguntou como eu tinha conseguido chegar ali. Expliquei tudo e o que tinha ido fazer. Se acreditou, eu não sei. Mas foi muito atencioso e me explicou, com educação, que aquilo era impossível. Voltei para casa aliviado: “O Senhor viu, né? Eu tentei”.

Queria esquecer tudo aquilo, quando ouvi a notícia de que o presidente tinha sido operado pela quarta vez. O meu tormento voltou e aquela profecia se repetia na minha mente: “Ele será operado sete vezes, para que a oitava não se realize”. Porca miséria: de novo a cobrança para ir lá orar pelo doente. Fiquei pensando em como fazer. Tive, então, a ideia de escrever uma carta para a irmã do presidente – uma freira – que estava sendo a sua enfermeira particular e uma das poucas pessoas com acesso à UTI. Na carta eu lhe contei o que estava acontecendo e o que Deus tinha me mostrado. Disse-lhe que acreditava que, com a oração de imposição de mãos, o presidente poderia ser curado. Fui até lá, mas não consegui falar com ela. Deixei a carta com o chefe do cerimonial e ele me garantiu que a freira receberia a carta. Porém, não houve nenhum contato. “Lógico, devem estar achando que eu sou um maluco-beleza”. Também cheguei a pensar: “Vai ver, ela nem recebeu a carta”.

Então, o presidente foi operado pela quinta vez. Eu sabia que aquela era uma contagem regressiva. Por isso, fiz a mesma carta para a esposa do presidente e a entreguei pessoalmente à secretária da Presidência. Disse-lhe da urgência da carta e ela me garantiu que a primeira-dama receberia a correspondência no mesmo dia.

Novamente, não houve nenhum contato. Quando não tardou a notícia: “O presidente foi operado pela sexta vez”. Pensei: “Por que ninguém acredita?”. No dia seguinte, li no jornal que a freira havia introduzido um frade na UTI, e os jornais diziam que ele “tinha energia nas mãos e que era um religioso paranormal. E que havia imposto as mãos sobre o presidente”. Sem dúvida, ela havia acreditado na minha carta, mas creio que as divisões religiosas a impediram de entrar em contato comigo.

Infelizmente, aquela tentativa de última hora não adiantou e o presidente foi operado pela sétima vez. E, como estava profetizado, a oitava operação não precisou ser realizada. O presidente Tancredo Neves morreu e o Brasil inteiro chorou a sua morte.

Quinze dias depois, recebi, na minha casa, um cartão de luto da Família Neves, agradecendo minhas orações em favor do presidente. Mas eu não orei por ele. O motivo você já sabe. O que nós não sabemos é: será que a história recente do Brasil poderia ter sido diferente por causa de uma simples oração?

Para que você elimine a barreira do preconceito religioso, permita-me contar uma Ilustração do Reino de Deus:

Certo homem, em sonho, foi levado até a porta do Inferno. Ali, foi recebido pelo próprio Diabo, que lhe perguntou o que desejava. Trêmulo, ele disse:

– Eu queria saber que tipo de pessoas há aí dentro.

– Como assim? – perguntou o Tinhoso.

– Bem, eu queria saber se aí dentro há católicos...

– Oh, sim, muitos, muitos mesmo!

Ele ficou intimamente satisfeito com a resposta, e pensou: “Eu sabia! Bem-feito para os católicos!”. Aguçado pela curiosidade, resolveu perguntar sobre os outros grupos religiosos:

– E muçulmanos, há?

– Bastante.

– E budistas?

– Ih, tá cheio, por causa da China e do Japão.

– E hinduístas?

– A Índia tem mandado milhões para cá.

– Kardecistas?

– Demais!

Cada vez mais satisfeito, ele resolveu perguntar sobre os protestantes:

– E metodistas, há?

– Demais!

Ele ficou visivelmente transtornado com a resposta. “Não pode ser”. Refeito, resolveu perguntar sobre os outros ramos do protestantismo:

– E batistas?

– E presbiterianos?

E o Diabo sempre respondendo:

– Muitos, muitos.

– E evangélicos?

– Um monte!

Ele já estava a ponto de desmaiar com aquelas respostas quando foi levado até a Porta do Céu. Ali, foi recebido por um anjo glorioso e fez as mesmas perguntas:

– Aí dentro há muitos batistas?

E o anjo respondeu:

– Nenhum.

– Nenhum?! – Disse surpreso. – Nenhum, como?

– Nenhum, ora.

“Coitados dos batistas”, pensou.

– E presbiterianos, há?

– Também não.

– E metodistas?

– Nenhum.

– E evangélicos?

– Não.

– E católicos, há?

– Também, não.

– E kardecistas?

– Também não.

– E budistas?

– Não.

– E muçulmanos?

– Também não!

Impaciente, perguntou:

– Mas afinal, que tipo de pessoas há aí dentro?

E o anjo respondeu:

– Só pecadores...

– Pecadores?! – Disse, totalmente perplexo.

– Sim, só pecadores arrependidos, lavados e remidos no Sangue de Jesus.

Acredite: lá não haverá um lugar separado para cada religião. Não há fronteiras, nem sectarismo. Há lugar apenas para aqueles que “lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à Árvore da Vida e possam entrar na cidade pelas portas” (Apocalipse 22:14).

O objetivo da Religião é religar o ser humano a Deus e permitir a reabertura do canal de interação entre ambos. A religião pretende deixar o ser humano e Deus de tal modo próximos que a força e a influência de um sobre o outro sejam máximas. Porém, a religião, transformada em guetos, ao invés de aproximar, tem afastado os seres humanos uns dos outros e, consequentemente, de Deus.

A verdadeira Religião não é uma denominação e, sim, uma Pessoa. E a única Pessoa capaz de fazer esta religação entre Você e Deus é Jesus. Entre todos os grandes líderes espirituais, Ele foi o único a dizer: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Note que Ele disse vem ao invés de vai. Se Deus fosse outra pessoa, Jesus teria dito: Ninguém vai ao Pai. Este vem do Senhor Jesus é do verbo vir e não do verbo ir. Quando você vem a Jesus você já está no Pai porque Ele disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Assim, Ele é o único que religa você de maneira máxima ao Pai, para interagir em Seu Nome.

Se você quer uma vida transbordante e tudo mais que você precisa para ser feliz, no tempo presente e no século vindouro, abandone todo o preconceito religioso, filosófico, social e até intelectual, e confie somente em Jesus. Isso não é retórica nem proselitismo. Veja, na seguinte afirmação de Jesus, como a fé no Seu Nome é o caminho para você conseguir tudo aquilo de que precisa: “Aquele que crê em mim também fará as obras que Eu faço e as fará maiores do que estas, porque Eu vou para o Pai. E tudo quanto pedirdes em meu Nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu Nome, Eu a farei” (João 14:12-14).

Por Juanribe Pagliarin